quarta-feira, 18 de maio de 2011

Poema dedicado ao ensino da redação (ou algo assim)

Desconsiderando quase tudo o poema fica bonitinho. Sobra a intenção.
E sobre ela é o seguinte, o poema fica dedicado a vibração do dia: ondas a 60Hz. Mentira.
É a leve triteza: sensação do incrível desencontro com alguém que está logo ao lado. 


Que sejam despedidas pedidos desfeitos
desfechos em aberto,
fechados. Ciclo. é reencontro
encontrar-se com o próximo
e do próximo tirar o algo mais
além da saudade no peito

Despedir-se é ver-se mais,
despir-se. encontrar as vezes
as melhores coisas nos desencontros

Que sejam despedidas apenas cartas não lidas

att
c.

 

O vento é sopro
do criador ao nosso alento

Desculpa, invento
O vento é massa de ar
em movimento
Prefiro meio poema
a um poema ruim
            De meio poema se tira algo
            (uma idéia para concluir, uma reflexão vazia
                        ou um nada)
            De um poema ruim se tira apenas
            a credibilidade de um possível
            espoeta


            Espaço para ser escrita qualquer coisa que você queira:













domingo, 27 de março de 2011

Do nada, nada vem
nada, de trás para frente é adan
e eva, ave, é fruto da costela do nada
de frente para trás.
E adiante, nada adianta, etnaida
nada significa.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


Seus olhos são janelas
e te percorro
te penetro

Janela é uma porta mutilada
            partida
            ilhada
de viagens que percorrem seu vão
            histórias em vão
desfilam janela a dentro

Janela é uma parede interrompida
por magras paisagens
destinos
viagens
emolduradas em sonhos barrocos

Janelas são teus olhos
que se abrem em par
e partem. Ficam aqui só
as coisas emolduradas nas
retinas dos olhos meus


*Paulo Mendes Campos por   c. ou quase isso