sexta-feira, 12 de outubro de 2012

vínculo [in]jurídico

se um dia te disser
que nada disso passa
de ilusão aceite
tome um cigarro
dê seu pigarro
xingue um pouco
desça o morro
e lembra que nada
nem um compromisso
foi assinado em
três vias
e rubricado
logo em baixo

segunda-feira, 9 de julho de 2012

é estranho escrever em público para um público que pouco existe. é estranho escrever para mim e guardar os papéis até que a primeira traça, ou o primeiro vírus os corrompa. é estranho pixar uma parede de banheiro. é estranho ver que do nada ao lugar nenhum existe um infinito e que da parede do banheiro ao muro existe apenas a espessura dum tijolo.

é estranho ver que fizemos tão pouco em tão muito tempo. é estranho ver que nunca estamos satisfeitos, mesmo quando deveriamos estar. é estranho ver como vendem os livros de auto ajuda. é estranho ver o quando as pessoas não solucionam os seus próprios problemas, é estranho simplesmente ver. é estranho vi ver

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Poema dedicado ao ensino da redação (ou algo assim)

Desconsiderando quase tudo o poema fica bonitinho. Sobra a intenção.
E sobre ela é o seguinte, o poema fica dedicado a vibração do dia: ondas a 60Hz. Mentira.
É a leve triteza: sensação do incrível desencontro com alguém que está logo ao lado. 


Que sejam despedidas pedidos desfeitos
desfechos em aberto,
fechados. Ciclo. é reencontro
encontrar-se com o próximo
e do próximo tirar o algo mais
além da saudade no peito

Despedir-se é ver-se mais,
despir-se. encontrar as vezes
as melhores coisas nos desencontros

Que sejam despedidas apenas cartas não lidas

att
c.

 

O vento é sopro
do criador ao nosso alento

Desculpa, invento
O vento é massa de ar
em movimento