domingo, 27 de março de 2011

Do nada, nada vem
nada, de trás para frente é adan
e eva, ave, é fruto da costela do nada
de frente para trás.
E adiante, nada adianta, etnaida
nada significa.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


Seus olhos são janelas
e te percorro
te penetro

Janela é uma porta mutilada
            partida
            ilhada
de viagens que percorrem seu vão
            histórias em vão
desfilam janela a dentro

Janela é uma parede interrompida
por magras paisagens
destinos
viagens
emolduradas em sonhos barrocos

Janelas são teus olhos
que se abrem em par
e partem. Ficam aqui só
as coisas emolduradas nas
retinas dos olhos meus


*Paulo Mendes Campos por   c. ou quase isso

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O verso é amigo das horas lentas
dos dias longos dos poetas loucos
das canetas encontradas ao acaso
do despertar dos apaixonados da
música romântica do carnaval (e mesmo
quantos poemas falam de canaval? )
e de qualquer coisa, que valha a alma
que vista com esses olhos vira outra

e desvira

Conversa capetalista

Dinheiro?
Não. Sucesso
Trabalho e dinheiro?
Não. Realização
De um sonho?
Pode ser.
Que sonho?
Ficar rico

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

bon voyage

para sarah.
Não se vá agora
não me deixe um adeus pela entrelinhas
nem jogue na cara que não terei seus consolos
   apelos modestos
  desvarios confusos
difusos em um expectativa de algo mais

me dê mais algum tempo
tempo.
mas o que é o tempo?
senão uma medida de distância
contada por tics
tacs
tic
tac
de um relógio enloquecido?

Não se vá agora
espere que eu puxe o pino
do relógio
            pare tudo
            exploda
é só o tempo suficiente para ficar do seu
lado. Não se vá, o tempo é longe demais.